quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Quando é necessário esperar...

Na atualidade, tudo acontece de forma muito rápida e intensa, sejam as comunicações, as relações de trabalho ou até os eventos de nosso cotidiano. Tudo parece não querer ou tolerar a espera. Se antigamente as pessoas se debruçavam às janelas de suas casas esperando que algo acontecesse; hoje, postamo-nos à frente do computador devorando mais e mais notícias (úteis ou fúteis) que, muitas vezes, nos proporcionam uma sobrecarga de informações e sua consequente dificuldade de assimilação.
Mesmo que a nossa rotina acelerada nos diga o contrário, esperar é uma realidade constante para todo ser humano. É algo inevitável. Assim é importante assinalar que, muitas vezes, a espera proporciona-nos algo muito melhor do que o imediatismo nos proporcionaria. Às vezes, as consequências do imediatismo são piores do que a espera e fazem com que nos arrependamos de não ter esperado.
Lembro-me que, há alguns anos atrás, eu estava vivendo umas das minhas muitas fases de espera. Nesta época, para mim, viver um dia era como viver um ano: era algo longo e difícil. Cada minuto era como se eu me sufocasse na espera. Cada dia a menos era um suspiro de alívio. Aquela espera tão difícil e sufocante findou-se e trouxe-me algo muito melhor.
Com o passar dos anos vieram tantas outras esperas! Algumas com desfechos maravilhosos e outras nem tanto; mas, com tantas esperas, aprendi que elas são momentos de aprendizagem e reflexão que nos conduzem ao crescimento, que nos tornam mais serenos e preparados para as alegrias da vida e também para os obstáculos que temos que superar em função dela.
Este ano tem sido um ano de muitas esperas para mim, tanto na vida pessoal como na vida profissional. Reconheço que, apesar de todo o aprendizado que já colhi nas minhas outras esperas, às vezes, sinto uma ansiedade quase desesperante, uma vontade de que as coisas aconteçam à velocidade da luz...Mas depois paro, respiro fundo e recordo-me que a vida é essencialmente feita de esperas e que ela é muito curta para que queiramos torná-la ainda mais curta. Então, mergulho na reflexão de todas as facetas da realidade que compõem a minha espera, penso em tudo que posso aprender e crescer com isso e procuro relaxar. Resigno-me a esperar, lutando de forma proativa, para que a espera se converta na realidade que eu desejo ou em algo ainda melhor. Neste contexto, é sempre bom lembrar que esperar não significa ficar “de braços cruzados”, e sim, lutar, mesmo sabendo que a solução e/ou o resultado almejado nem sempre será imediato.
E o que fazer para relaxar se a ansiedade for tão grande que ameace corroer a mente e o coração com os seus fantasmas e os seus medos? Como se desvincular disso? A melhor forma de lidar com isso é ter confiança em si mesmo e procurar relaxar. Uma das formas de relaxar é ler um livro. Ler sempre faz bem e um livro é sempre um bom amigo, inclusive nos momentos em que esperar é preciso e inevitável. <3

Diana Scarpine

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